sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mas afinal, o que é Vida Adulta?


Podemos entender a  transição para a vida adulta como um fenômeno social aguardado por todos, inclusive pelos próprios jovens. Essa fronteira entre juventude e idade adulta envolve ganhos e perdas. Os ganhos referem-se, de um modo geral, à consolidação da autonomia social individual, enquanto as perdas sinalizam o desligamento de padrões comportamentais aceitáveis apenas e tão somente até o momento em que o jovem adentra a vida adulta.

Conforme Schaie e Willis (2003), cinco acontecimentos marcam a transição para a idade adulta: o final da escolarização, o trabalho e a independência econômica, a vida independente em relação à família, o casamento e a paternidade. Tais características,que incluem aspectos biológicos, psicológicos e sociais, mostram o indivíduo assumindo novos papéis sociais e novas responsabilidades, uma vez que se torna trabalhador, pai, esposo, e leitor. Não podemos deixar de considerar que na medida em que a pessoa se torna adulta os seus deveres e direitos, como cidadão, tornam-se mais intensos. Esses podem ser considerados os ritos de passagem da juventude para a idade adulta, esses ritos evidenciam o padrão imposto por nossa sociedade sobre o que é esperado de um adulto.

Em uma sociedade vulnerável, com sérios problemas de diferença social, econômica, imprevisível e incerta, encontramos diversas situações da transição para a vida adulta, muitos jovens encontram varias dificuldades nessa transição principalmente os jovens de baixa renda, que se vêem diante de um desafio enorme como a continuidade dos estudos, a inserção no mercado de trabalho com um salário digno, a manutenção do núcleo familiar, essas dificuldades e vulnerabilidade social a qual esse jovem é imposto, possibilitará a continuidade da divisão social existente, os jovens de baixa renda deixaram os estudos por ter que ingressar no mercado de trabalho se conformando com um trabalho que não o valorize, não dignifica  enquanto o jovem rico conseguirá dar continuidade aos seus estudos e entrará no mercado de trabalho como um profissional competente, digno de um emprego estável e bem remunerado. Além disso, como resultado dessa divisão social, nos deparamos  com  a diminuição dessa transição, alguns adolescentes já inseridos no mercado de trabalho com a responsabilidade de sustentar a família. Nos deparamos também com o prolongamento da transição, alguns jovens que se recusam a entrar na idade adulto afim de evitar as responsabilidades que a mesma impõe, ou que se preparam para a entrada na vida adulta com mais estudos,  pós-graduação,e especializações.

A garantia da transição para a idade com sucesso se dará por meio de educação,de qualidade  Segundo Abramo (2005, p. 35):
“Além dos direitos relativos à formação/preparação para a vida adulta futura (que devem ser afirmados como fundamentais, assim como a necessidade de seu cumprimento sempre reforçada), é necessário afirmar os direitos dos jovens à inserção (que não precisa ser interpretada como acomodação às condições e padrões existentes, podendo envolver uma relação de criação e transformação na relação com o mundo social) e à participação (entendida de forma ampla, de vivência e interferência na vida social, produtiva, cultural, além da esfera propriamente política)”






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