sexta-feira, 18 de maio de 2012


A sociedade só se preocupa com o indivíduo na
medida em que ele produz. Sabem-no muito bem
os jovens. Sua ansiedade no momento de abordar
a vida social é simétrica à angústia dos velhos
na hora de serem dela excluídos. No ínterim,
a rotina se encarrega de mascarar os problemas.
O jovem teme a máquina que o vai
 
abocanhar e procura, de quando em quando,

defender-se a golpes de paralelepípedos; ao velho,

por ela repelido, esgotado e nu, só lhe restam

os olhos para chorar.

(Simone de Beauvoir, A velhice, 1970)

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