A sociedade só se preocupa
com o indivíduo na
medida em que ele produz.
Sabem-no muito bem
os jovens. Sua ansiedade no
momento de abordar
a vida social é simétrica à
angústia dos velhos
na hora de serem dela
excluídos. No ínterim,
a rotina se encarrega de
mascarar os problemas.
O jovem teme a máquina que o
vai
abocanhar e procura, de quando em quando,
defender-se a golpes de
paralelepípedos; ao velho,
por ela repelido, esgotado e
nu, só lhe restam
os olhos para chorar.
(Simone de Beauvoir, A
velhice, 1970)

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